Uma viagem pelo coração da Amazônia brasileira

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A região das Serras Guerreiras de Tapuruquara é habitada por oito etnias indígenas

O barco que parte do Porto São Raimundo, em Manaus, desliza pelo rio Negro descortinando paisagens inacreditáveis. É só o início de uma aventura que, ao longo dos dias, vai revelar surpresas incríveis aos viajantes das Expedições Serras Guerreiras de Tapuruquara, no coração da Amazônia brasileira.

Os roteiros incluem hospedagem em comunidades autênticas, caminhadas, oficinas e a participação em festas e rituais. Além dessa vivência exclusiva, os participantes fazem história ao participar de um projeto único, que tem o objetivo de desenvolver o turismo de base comunitária em terras indígenas.

O destino

As Serras Guerreiras de Tapuruquara ficam no município de Santa Isabel do Rio Negro (antiga Tapuruquara), nas Terras Indígenas Médio Rio Negro I e Médio Rio Negro II. O território, sagrado para a cultura indígena, guarda tesouros como praias fluviais de areia branquinha e cachoeiras. Mirantes naturais, no topo das serras, dão mostras perfeitas da dimensão e da diversidade amazônicas.

indígenas
Crédito: Marcelo Monzillo/Divulgação
O contato entre moradores e visitantes é intenso nas cinco comunidades visitadas durante as viagens

As comunidades

A região das Serras Guerreiras de Tapuruquara abriga oito diferentes etnias indígenas, que vivem ali há milhares de anos. O contato entre moradores e visitantes é intenso nas cinco comunidades visitadas durante as viagens –a vivência inclui rodas de conversa, oficinas culturais, o preparo coletivo das refeições, os passeios guiados e até a participação em jogos, brincadeiras e outras atividades que fazem parte do dia a dia local.

Cultura e aventura
Crédito: Paula Arantes/Garupa
A ideia de desenvolver um roteiro turístico na região das Serras de Tapuruquara partiu dos próprios moradores

Cultura e aventura

As expedições têm dois roteiros distintos, que os viajantes escolhem de acordo com seu perfil. No Maniaka (que significa Mandioca em Nheengatu, a língua local), as atividades culturais têm mais destaque: a agricultura tradicional e o cultivo na floresta, o modo de preparo de pratos típicos, a confecção de artefatos de fibra e cerâmica, as festas e rituais.

No Iwitera (Serra em Nheengatu), com perfil mais aventureiro, há mais tempo para a interação com a paisagem local através de trilhas na mata e subidas de serra, por exemplo.

Turismo de base comunitária
Crédito: Paula Arantes/Garupa
A ONG Garupa faz a logística das viagens, que em 2018 têm saídas programadas para agosto, setembro, novembro e dezembro

Turismo de base comunitária

A ideia de desenvolver um roteiro turístico na região das Serras de Tapuruquara partiu dos próprios moradores, que fazem a gestão do turismo de base comunitária. A ideia, através dessa organização coletiva local, é combater ameaças como desmatamento e mineração, além, claro, de gerar renda extra para as famílias –as quatro primeiras Expedições, realizadas entre outubro e dezembro de 2017, já começaram a cumprir esse papel impactando a vida de 495 pessoas.

Quem leva

A ONG Garupa faz a logística das viagens, que em 2018 têm saídas programadas para agosto, setembro, novembro e dezembro (roteiros com duração entre oito e 13 dias). As viagens custam a partir de R$ 6.074 com saída de Manaus (o valor inclui traslados de barco e avião, hospedagens, todas as refeições, passeios e oficinas).

As expedições são um projeto da própria Garupa em parceria com o ISA (Instituto Socioambiental), da Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro) e da ACIR (Associação das Comunidades Indígenas e Ribeirinhas), e têm apoio da Funai.

Veja tudo o que já aconteceu no projeto no site da Garupa. Para saber mais e fazer sua pré-inscrição, visite o site das Expedições.

Por Eduardo Cordeiro, da Garupa
Fonte: Viagem Catraca Livre

Everton Lemos

Sou Natural De Brasília, Apaixonado pelo Brasil e suas belezas naturais, procuro sempre conhecer e compartilhar as grandezas do nosso país.

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