Iporanga – SP

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Iporanga
Iporanga – SP

Por Que Ir Para Iporanga

Iporanga é a porta de entrada para o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – Petar -, que reúne o maior número de grutas da América Latina. Em uma área de 36 mil hectares estão 250 cavernas catalogadas. Para evitar a degradação das formações, repletas de rios, cachoeiras, estalactites e estalagmites, apenas 12 estão abertas à visitação e somente podem ser exploradas com o acompanhamento de guias e agendamento prévio.

Cachoeiras, grutas e cavernas se espalham pelo Parque do Alto Ribeira

O parque é divido em quatro núcleos. Santana, Caboclos, Casa de Pedra e Ouro Grosso. No bairro da Serra, a 14 quilômetros do Centro, ficam as melhores pousadas e o acesso ao Núcleo Santana, com as cavernas mais visitadas.

Entre elas estão a do Couto, que abriga uma queda-d’água de quatro metros; a da Água Suja, com salões e um rio com cachoeira; e a que dá nome ao núcleo, com uma imensa variedade de espeleotemas em meio às galerias alcançadas por passarelas e escadas de madeira. Para chegar às grutas é preciso caminhar por belas trilhas contornadas por cedros, figueiras, palmeiras e muitas cachoeiras.

No núcleo Ouro Grosso, visitar a gruta de mesmo nome é aventura na certa – a entrada é por um buraco rente chão e, lá dentro, há trechos com água pela cintura. Já no Caboclos, as atrações são as cavernas do Chapéu, Aranhas, Água Sumida, Arataca e Pescaria, além das cascatas Sete Reis e Maximiniano.

Fora do parque, as cachoeiras Véu de Noiva e de Arapongas merecem uma visita. Nesta última, a mais alta da região, é comum a prática de rapel e cascading. A melhor época para visitar Iporanga e curtir seus inúmeros atrativos é entre os meses de abril e novembro, quando as chuvas diminuem e as estrada ficam mais menos precárias.

Iporanga
Caverna Casa De Pedra

Parque Estadual Turístico Do Alto Ribeira ( PETAR)

Após um período em que diversas atrações ficaram fechadas, o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar) retoma aos poucos o seu lugar de destaque no turismo paulista. Desde 2008, regras foram criadas para minimizar o impacto causado pelos visitantes.

Dentro do parque existem mais de 250 cavernas catalogadas, o maior número em uma única área na América Latina, além de vales, montanhas, rios e cachoeiras.

O parque é dividido em quatro núcleos: Santana, Ouro Grosso e Casa de Pedra, em Iporanga, e Caboclos, em Apiaí. Até agosto de 2013, doze cavernas estavam abertas para visitação.

No Núcleo Casa de Pedra funciona apenas a trilha até a entrada da gruta, que tem um portal de 250 m de altura (um dos maiores do mundo). Todas as visitas são realizadas com a presença de um monitor.

Acesso

O Núcleo Santana fica na estrada de terra que liga Iporanga a Apiaí (a 17 km de Iporanga). A via é sinuosa, estreita e quando chove há risco de quedas de barreiras. Na mesma estrada, próximo à entrada do bairro da Serra, está o Núcleo Ouro Grosso. Para visitar o Núcleo Caboclos, siga até a cidade de Apiaí; de lá são 28 km pela SP-250, sentido Capão Bonito. No km 294, entre à direita e siga por mais 16 km na via de terra e cheia de curvas, até a portaria.

Melhor época

Abril a novembro, quando as chuvas diminuem.

Entrada

O ingresso para entrar em qualquer núcleo custa R$ 9. Em todos os locais, a visitação só é permitida em grupos de até oito pessoas, acompanhados por monitores locais credenciados que ficam nas próprias sedes dos núcleos.

As cavernas têm um limite de visitantes por dia e o acesso ocorre com intervalos de 30 minutos entre um grupo e outro – por isso, em fins de semana e feriados é recomendável agendar o passeio.

As pousadas de Iporanga fecham pacotes que incluem guias e na cidade há agências de turismo: Cave Atlântica (3556-1160), Ecocave (3556-1574) e Parque Aventuras (3556-1485). Quem pretende visitar o Núcleo Caboclos pode também contratar um guia diretamente no Centro de Informações Turísticas de Apiaí (3552-1717).

O preço varia de acordo com os passeios e os equipamentos fornecidos – em geral, a diária custa em torno de R$ 40 por pessoa. É obrigatório o uso de capacetes e lanternas, calçado fechado antiderrapante, calça comprida e camiseta com mangas que protejam os ombros.
(15) 3552-1875 (administração)
www.ambiente.sp.gov.br/petar/

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Núcleo Santana

Núcleo Santana

Além de ser o mais visitado do Petar, é o que melhor acolhe os turistas. Na sede fica o Centro de Interação Ambiental, que tem um pequeno museu sobre a região do Alto do Ribeira e auditório. A grande atração, no entanto, é natural: a Caverna de Santana possui a maior quantidade de formações rochosas do Petar, como estalagmites, estalactites e as raras formações conhecidas como flores de aragonita. Ela é equipada com passarelas e escadas que facilitam a visita (em média, 1h30).

Quem estiver em forma pode encarar a íngreme Trilha do Rio Betari (quatro horas), que percorre as cachoeiras do Betarizinho e Andorinhas e a Caverna Água Suja (cortada por um rio, tem caminhada com água na cintura, uma galeria de estalactites e uma cachoeira interna). Outro bom passeio é o que combina a Gruta do Morro Preto à Cachoeira e à Caverna do Couto: em média, são três horas de visitação, por caminhos pedregosos, mas fáceis. No trajeto dentro da caverna é possível observar os opiliões – invertebrados da família das aranhas, que são inofensivos. É cobrado R$ 9 para entrar no parque.

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Núcleo Cablocos

Núcleo Cablocos

É a área menos visitada do Petar por conta da localização (fica a 75 km do Núcleo Santana) e da dificuldade de suas trilhas. A portaria fica mais próxima da cidade de Apiaí, e a estrada que chega até lá não é das melhores. Mas, para quem vence esses obstáculos, a recompensa é enorme. As melhores atrações exigem acompanhamento de guia credenciado e bastante disposição. Para alcançar a Caverna da Teminina são duas horas e meia de caminhada difícil na mata, com trechos bastante ngremes. O cenário, porém, é deslumbrante: um jardim suspenso na entrada e incríveis formações rochosas no interior da caverna – onde há trechos de escuridão completa e feixes de luz que entram pelas clarabóias no teto. Até o fechamento desta edição, a Caverna Desmoronada estava interditada. Caboclos é o único núcleo do Petar com área para camping (R$ 12 por dia, por pessoa).

Cachoeira Arapongas
Cachoeira Arapongas

Cachoeira Arapongas

Acesso pela estr. p/ Apiaí, 30 km de terra
Conhecer o topo da cachoeira mais alta dentro do Petar não requer muito esforço: bastam 30 minutos de caminhada por uma trilha leve. Os músculos são exigidos apenas para se chegar até a base – é preciso transpor um trecho íngreme e escorregadio. As agências de turismo da região (listadas no texto do Parque Estadual) organizam atividades de rapel.

Núcleo Ouro Grosso
Núcleo Ouro Grosso

Núcleo Ouro Grosso

Atualmente, apenas 200 m da caverna Ouro Grosso estão abertos à visitação. Quem sofre de claustrofobia deve passar longe do percurso, que dura 30 minutos – a entrada da caverna tem apenas 50 cm de diâmetro e o trajeto está repleto de galerias com teto baixo.

Núcleo Casa De Pedra
Núcleo Casa De Pedra

Núcleo Casa De Pedra

Embora o acesso interno para a Casa de Pedra esteja fechado há anos, uma trilha até a sua boca é realizada a partir do Núcleo Santana. Após três horas de caminhada por terrenos difíceis, chega-se à maior abertura de caverna do mundo: ao todo são 250 m, e a vista impressiona. A fenda, formada pelo Rio Maximiniano, parece brotar de dentro de um morro repleto de mata fechada. O passeio é realizado apenas com guia credenciado.